terça-feira, 27 de abril de 2010

O Charme do Vinho

Quem é que não gosta do primeiro sinal de frio que o invernos nos da?

Abril um bom vinho, uma massa, regime de engorde livre leve e solto, afinal é inverno e as roupas e casacos mascaram eventuais imperfeições.

Voltando ao vinho, como definir um bom vinho?

Observo atentamente o comportamento do consumidor na frente da gôndola no supermercado, confuso e sem informação ele vai direto aos Argentinos e Chilenos, por um único motivo, o charme portenõ!

É muito mais presença ir jantar na casa de amigos e chegar segurando um vinho importado do que um Brasileiro. Este comportamento esta no nosso inconsciente e as marcas Brasileiras, muitas vezes melhores em qualidade do que as portenãs, não conseguem dar este recado de forma a mudar este habito de compra.

O vinho tem charme próprio. Janta romântica, luz de velas, ocasião especial ou não.

Ele representa um momento de relaxamento e tem todo um ritual que envolve a preparação do vinho. Abridores charmosos, acessórios que ajudam a servir sem respingos. Alguns, colecionam rolhas em grandes frascos, outros se desfazem delas sem problema algum. O fato é que um vinho representa muito mais que um vinho.

Previsão de frio para amanha. Vai um vinho tampa rosca ai?


De uns tempos pra cá, tenho observado a substituição das rolhas de cortiça por rolhas plásticas e, mas recentemente por tampa rosca.

Não tenho duvida de que a qualidade permanece a mesma, afinal este setor movimenta milhões e não fariam uma mudança negativa.

Mas e o ritual?

Esse foi fortemente ferido. Um vinho sem rolha é como um espumante sem estouro é como assistir televisão no mudo. Perde a graça.

Espero que os marketeiros das vinícolas revejam esta idéia, pois um bom vinho começa por um bom rotulo uma boa embalagem, e uma charmosa rolha.

GS

terça-feira, 20 de abril de 2010

Novos Tempos

Estive durante toda semana passada na cidade que nunca dorme. Verdadeiro berço consumista que fervilha todos os dias.

Posso afirmar que pelo menos visualmente a crise já se foi.

Lojas tradicionais fizeram mega investimentos em novos pontos de venda e instalações, talvez a crise tenha ajudado neste sentido, pois com a baixa econômica, certamente os valores de pontos e alugueis devem ter diminuído.

Não posso deixar de falar sobre a American Eagle Outfitters, www.ae.com , que trabalha moda jovem posicionada em degrau abaixo da concorrente Abercrobie&Fitch.

A nova loja da AE esta localizada no coração do Time Square, uma esquina com 3 andares muito bem distribuídos e decorados.

Posso afirmar que em breve cenógrafos farão parte do varejo, pois as lojas têm recebido decorações e ações que não perdem em nada para um cenário de novela.

A fachada da loja tem um telão de LED que sem duvida alguma é o maior de todos na região. Pensem em algo gigante...

Pensaram? É bem maior que isso!

O mais sensacional é que alem de exibir as campanhas, vídeos e fotos da loja, ele mostra os clientes!

A promoção tem o nome de 15 segundos de fama. Qualquer cliente, sem a necessidade de comprar na loja, pode entrar, tirar uma foto em um cenário montado la dentro, no andar de baixo, para que andemos na loja... e em seguida terá sua foto exibida nos telões do Time Square.

A ação é magnífica, pois trabalha relação com a marca e exposição pessoal no coração do mundo!





GS

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Evoluir

Aurélio: Sofrer evolução ou transformação; evolver, evolucionar, progredir: a humanidade evolui incessantemente. / Fig. Atualizar-se no que diz respeito a idéias ou convicções.



Ontem a noite em sala de aula, durante o curso de Branding na ESPM, conversei longamente com meus alunos sobre exemplos de marcas tradicionais do nosso mercado.



Tentamos entender os porquês do crescimento ou decréscimo do valor de cada marca por nos lembrada e a palavra que surgiu como definição especifica das mercas que teriam perdido valor ao longo dos anos:



Elas não evoluíram!



Analisando o conceito de evolução apresentado pelo Aurélio, podemos observar palavras como transformação, atualização e progressão.

Não tenho duvidas de que todas as marcas evoluem, mas algumas o fazem de maneira lenta e o grande risco ocorre quando os consumidores de uma determinada marca evoluem mais rápido do que ela própria.

O gigantesco acesso a informação, gerado pelo nosso fiel amigo Google, faz com que a velocidade de informação e desejo dos consumidores ande cada vez mais rápido.


O que você fez para evolução da sua marca nos últimos dias?


O grande desafio das marcas é evoluir mais rápido que seus consumidores, porem esta tarefa não parece tão fácil na pratica, pois os excessos de zelo com operacional acabam deixando a inteligência de Branding de lado e com o tempo a marca perde atratividade e pode ser tarde para qualquer reversão.

Gs

terça-feira, 2 de março de 2010

Coca-Cola

É hora de retomar as postagens, fim de ferias e muitas novidades por ai.

Neste novo comercial criado pela Wieden + Kennedy, o rapaz adormece enquanto está a estudar para a prova de história. É então que entram os personagens dos livros e tentam acordá-lo.


Índios e soldados juntos numa só missão, muito legal!
 
http://sorisomail.com/email/17414/coca-cola--finals-.html
 
GS

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Pirataria

Em tempos de carnaval, a fantasia de pirata é um clássico entre a criançada. Não sei se a influencia já começa por ai, mas a pirataria é um fato consumado na nossa sociedade.

Quem não tem um amigo com Net Cat em casa? Quem já não assistiu um DVD pirata?

Recebi esta postagem do meu amigo e Advogado Marco R. Raad. Vale a reflexão.



Acompanho o blog do Gildo desde o início e identifico-me com muitas das situações aqui relatadas. Por diversas vezes, dei sugestões de assuntos. Ele sempre, educadamente, mandou eu escrever o meu próprio blog. Esses dias, em uma de nossas conversas ele disse que gostaria de colaboradores. Hoje, aqui estou, comentando não uma experiência pessoal, mas uma notícia que li na Zero Hora, no dia 10 de janeiro de 2010, sobre apreensão de produtos piratas no litoral norte do RS. O texto me fez refletir um pouco sobre a relação dos consumidores com os produtos que consomem. Certamente, aqueles que procuram produtos piratas, não prezam pela qualidade daquilo que estão adquirindo, nem se dão conta do estrago econômico e social gerado. Fico na dúvida se é por ignorância ou malandragem/má-intenção. Prefiro pensar que todas as pessoas são boas e agem por ignorância. Parece que não se dão conta de que as consequências somos todos nós que sofremos. Sem dúvida, é como jogar m... no ventilador. A cada ano, milhões de produtos pirateados são apreendidos pela Receita Federal e polícias (cd’s, dvd’s, softwares, games, vestuários, bebidas, cigarros...). A banalidade do ilícito chega a tamanho absurdo que esses tempos um professor da disciplina de propriedade intelectual relatou aos alunos ter assistido em casa um filme que ainda estava em cartaz no cinema. Em outra ocasião, assisti a Ivete Sangalo dizendo na televisão que seus shows estão mais caros porque não consegue mais ganhar dinheiro com a venda de cd’s. Como já referi, é como jogar m... no ventilador. Cabe a nós, consumidores, não fomentar esse mercado ilegal, ainda que seja apenas um cd musical, pois caso contrário estaremos financiando um lucrativo mercado negro, marca registrada das redes criminosas, que hoje atingem status internacional. Vale acessar o site do Ministério da Justiça, onde constam políticas públicas, estatísticas e maiores informações sobre o combate à pirataria.

http://portal.mj.gov.br/data/Pages/MJD7CC848EPTBRIE.htm

MRR

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Compra bem informada

Na penúltima postagem, dividi com vocês, uma inovadora tecnologia apresentada em evento recente deste setor. A ferramenta chamada de Sexto Sentido traz uma idéia de como faremos nossas compras em um futuro bem próximo.

Quem não viu o vídeo, vale a pena.

http://www.ted.com/talks/pattie_maes_demos_the_sixth_sense.html

Embora pareça distante, este comportamento merece toda nossa atenção. Já mencionei em postagens mais antigas sobre a tendência do consumidor pesquisar antes de ir a loja comprar um produto e hoje tive a oportunidade de assistir uma pesquisa feita pela consultoria Gouveia de Souza que mostra que no Brasil 73% dos consumidores buscam informações sobre o produto antes de ir a loja. Na esfera mundial, este índice representa é de 52% e nos Estados unidos 39%.

Será o fim da compra por impulso?



Acredito que não, mas estamos entrando na era da compra por impulso com informação agregada, ou seja, mesmo quando compramos itens que não são essências para nossas vidas, estaremos comprando as opções de compra e decidindo o que levar e de que marca comprar somente após processar estas informações.

42% dos consumidores buscam informações sobre o produto dentro do ponto de venda através dos seus celulares e 39% comparam preços na frente do vendedor sem nenhum constrangimento.

Eu resolvo comprar uma geladeira. Se eu não faço parte dos 73% que já pesquisam antes de ir à loja, eu farei esta pesquisa na própria loja, acessando a internet através do meu celular.

A ferramenta apresentada pela Senhora Pattie Maes, que é pesquisadora do MediaLabs do MIT e que coloquei no link acima, confirma este comportamento.

Em breve, estaremos nas lojas, e simplesmente ao olharmos um produto, as informações sobre ele já aparecerão projetadas ao lado para ajudar-nos na decisão de compra.

No universo da linha branca e dos eletrônicos, aonde as commodities vem ganhando cada vez mais espaço, vendera mais quem informar mais sobre o produto e principalmente quem oferecer um serviço completo de instalação e adequação do produto na minha casa, porque televisão de LCD se compra em qualquer loja, mas aonde eu arrumo um instalador?

GS

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Café

Um dos maiores cases de produto e varejo da atualidade é a Nespresso.

Marca criada e administrada pela Nestlé e que solucionou uma necessidade para todos os apreciadores de um bom café expresso.

Através de maquinas com designs inovadores, que se transformam em objetos de decoração em qualquer ambiente de casa ou escritório eles vem conquistando o mercado.

As butiques que revendem as cápsulas são charmosas e bem pensadas, possibilitando que o cliente prove o café que desejar apreciar.

Trabalham com um Clube de relacionamento magnífico, não importando a loja ou pais que se vá, lá esta um histórico de compras atualizado de cada membro do clube.

Esta imagem é de uma das lojas, sofisticada e clean para vender a experencia do café:



Eu presenciei uma cena na butique do Jardins, em São Paulo bastante interessante. Uma Senhora de aparência e hábitos simples, estava na minha frente para atendimento, e quando questionada pela vendedora sobre o que procurava, ela não teve duvidas:

- Café!

A vendedora educadamente respondeu que existiam mais de 30 tipos de cafés, sabores, de diferentes lugares do mundo.

A Senhora assustada, insistiu que somente buscava café para seu patrão.

Neste momento, a vendedora pede o nome do patrão a Senhora e acessa o sistema verificando a ultima compra feita por ele, e sugere que repita este pedido.

Resolvido, e venda estava feita e a margem de erro tenderia a zero, uma vez que este histórico foi utilizado de maneira eficiente.

Considerado caras por muita gente, cada cápsula custa cerca de R$ 1,80.

Quanto custa um café expresso em uma cafeteria? Entre R$ 2,00 ate R$ 3,50.

Sendo assim, R$ 1,80 para um delicioso expresso em casa vale muito a pena!

O garoto propaganda da brincadeira é George Clooney, e recentemente foi ao ar um comercial com 3 finais. Vale a pena conferir o conceito da obra!


Por hoje era isso, vou tomar um Nespresso e seguir meu trabalho.